OPINIÃO

Está na hora de cortar relações com o Estado de Israel

A retórica do estado sionista perde força até mesmo nos grandes veículos de comunicação dos Estados Unidos e Europa, diante do genocídio televisionado e “instagramável” que já conta com quase 40 mil assassinados

Jair Bolsonaro com Benajmin Netanyahu e Lula denunciando os sionistas.Créditos: Presidência da República / Ricardo Stuckert
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Nos últimos dias, ao mesmo tempo que se tem intensificado os ataques de Israel contra a população palestina, principalmente em Rafah, Sul da Faixa de Gaza, tem aumentado o número de adesões de países no reconhecimento do estado da Palestina. Além disso, movimentos populares de várias partes do mundo, incluindo do Brasil, tem expressado repúdio e cobrança de governos a reconhecimento de uma Palestina livre e soberana e rompimento de relações diplomáticas com Israel.

A retórica do estado sionista perde força até mesmo nos grandes veículos de comunicação dos Estados Unidos e Europa, diante do genocídio televisionado e “instagramável” que já conta com quase 40 mil mortos, assassinados pelas forças de segurança de Israel.

Até mesmo o mandatário norte-americano, Joe Biden, parece ter se cansado da brutalidade do regime sionista e já propõe um cessar-fogo na Faixa de Gaza, obviamente, preocupado com seu horizonte eleitoral. O regime sionista enfrenta protestos, globais e internos, e já não tem mais como seguir com sua arrogância diplomática.

A reação do lobby sionista

Em situação de isolamento diplomático o estado sionista recorre a métodos nada civilizados, pressionando integrantes Tribunal Penal Internacional (TPI) para que o órgão não encaminhe proibições de ações militares e mandados de prisão contra dirigentes genocidas como Netanyahu. 

São ameaças veladas como a que recebeu o procurador-chefe do TPI, Karim Khan, que recebeu uma carta assinada por senadores norte-americanos como Tom Cotton, do Arkansas, Marco Rubio, da Flórida, e Ted Cruz, do Texas. 

No documento, Khan é alertado que quaisquer tentativas do TPI de deter Netanyahu e seus colegas para que respondam por suas ações genocidas em Gaza serão vistas “não apenas como uma ameaça à soberania de Israel, mas também à soberania dos Estados Unidos”

Além disso, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos votou, na terça-feira (4/06), a favor de um projeto de lei, que impõe sanções a integrantes do TPI.

O projeto de lei, apoiado por quase todos os republicanos e pelo lobby sionista e parte dos democratas, pode restringir a entrada nos Estados Unidos de funcionários do TPI envolvidos no caso ao cancelar seus vistos e limitar transações no país.

Pelo jeito, o Netanyahu e seus capangas ainda se penduram no forte lobby sionista que atua abertamente no congresso dos Estados Unidos para defender a política genocida de Israel. E no Brasil também se agarra a extrema-direita brasileira liderada por Bolsonaro.

*Este artigo não reflete, necessariamente, a opinião da Revista Fórum.